Quatro vítima portuguesas da derrocada de um viaduto em Andorra continuavam ontem, segunda-feira, por resgatar
Ontem
O primeiro corpo das vítimas da queda de um viaduto em Andorra chega hoje, terça-feira, a Portugal. Fora o único retirado com vida dos escombros, mas não resistiu ao frio e aos ferimentos. Os outros corpos só hoje deverão ser resgatados.
A grua especialmente enviada para Dos Valires para os trabalhos de remoção dos destroços do viaduto começou a escavar por volta do meio dia de ontem. À hora de fecho desta edição, continuava a desbravar restos de betão e ferros retorcidos, não se prevendo que os corpos dos quatro portugueses soterrados fossem resgatados antes do nascer do dia.
Parte do viaduto de Dos Valires, que deverá unir La Massana a Encamp, perto de Andorra-a-Vella, desmoronou-se no sábado passado, de uma altura de dez metros, quando algumas dezenas de operários injectavam betão. Quatro ficaram soterrados, um foi resgatado ainda vivo, mas faleceria no hospital e seis ficaram feridos, um deles gravemente. Todos portugueses. A instabilidade dos destroços não permitiu um socorro mais rápido pelos bombeiros, que se limitaram a localizar os corpos. Foi chamada uma grua pesada, com um braço de 43 metros para cortar metal. Chegou 48 horas depois do drama.
Paulo Pinto, da empresa portuguesa Ambicepol, a que pertenciam dois dos operários desaparecidos e parte dos seis feridos no acidente, falou ao JN por telefone, a partir do local do acidente. A grua estava a trabalhar e deveria continuar noite dentro. \"Confio que amanhã (hoje) se possam tirar os corpos\", conta o empresário, um dos muitos que laboram em Dos Valires para a construtora espanhola Dragados, uma das maiores do país.
O repatriamento caberá às empresas, como coube o do corpo de António Cristiano Ribeiro. Tinha 27 anos e não sobreviveu às 11 horas de frio passadas preso nos escombros. Ainda foi retirado com vida, mas acabaria por falecer no hospital de Nuestra Senhora de Meritxell. O corpo já deixou Andorra ontem à tarde, mas a proibição de viajar de noite adia a chegada a Portugal para esta tarde, explicou Paulo Pinto. António era de Vizela e deverá ser levado para o cemitério de Lordelo, em Guimarães. Casado, vivia em Andorra há três anos. As restantes vítimas mortais são todas do Norte do país (ver caixa).
A atenção virava-se ontem para os feridos. O mais grave, transferido para ser operado de urgência no Hospital Vall d\'Hebron, em Barcelona, esperava uma ontem ordem de alta. Segundo fonte da unidade ouvida pela Lusa, a sua situação clínica era \"estável\".
Os restantes cinco portugueses feridos no acidente padecem de queimaduras e contusões, adiantou Paulo Pinto, que explicou que dois deles ontem transportados para Barcelona foram-no apenas porque a unidade de queimados da capital catalã tem mais condições do que o hospital andorrano. \"No acidente estiveram em contacto com cimento, que causa queimaduras. Não pioraram, mas o hospital de Barcelona é dos melhores no tratamento de queimaduras\". Segundo a fonte hospitalar ouvida pela Lusa, os dois operários têm 56 e 25 anos e queimaduras graves em 20% e 10% do corpo, respectivamente.
Todos os feridos estão estáveis e conscientes.
fonte: jn
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