Clubes favoráveis às medidas da Liga para pôr fim aos salários em atraso

Dirigentes de clubes da I Liga e Liga de Honra e secratário de Estado do Desporto aprovam medidas, que o sindicato contesta por não terem sido ouvidos os jogadores

Dirigentes de vários clubes portugueses mostraram-se favoráveis às medidas apresentadas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que visam impedir a inscrição de clubes com ssalários em atraso em Maio de 2009 e, ainda, a exigência de certidões de do acordo entre a administração fiscal e a segurança social em casos de clubes que tenham recorrido a procedimentos extra-judiciais de conciliação.

"Eu desejo que naqueles termos ou noutros os clubes a aprovem, de forma que, seriamente, quem tenha condições para participar participe, mesmo com algumas dificuldades, porque sabemos que há sempre dificuldades, e quem não tenha não participe. Estas decisões são boas, mas importa que se executem", disse Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto.

Joaquim Evangelista, presidente do sindicato dos Jogadores, classificou de "corporativa" a decisão tomada hoje na reunião da Direcção da Liga, no Porto, e criticou o executivo de Hermínio Loureiro de não ter ouvido "os jogadores", que "tinham uma palavra a dizer" sobre o incumprimento salarial.

"O Boavista defende todos os passos dados ao encontro do rigor, mas, num momento de crise excepcional a nível mundial, entende que o primeiro passo deve ser contactar o Governo, o Ministério das Finanças ou o Secretário de Estado do Desporto para que os clubes tenham um tratamento excepcional, que já existe noutras áreas", declarou Álvaro Braga Jr.. presidente do Boavista

Paulo Pinheiro, do Vizela, disse estar "completamente de acordo" com a proposta apresentada segunda-feira pelo presidente da Liga, Hermínio Loureiro, no entanto pediu "compreensão"
para "casos pontuais".

Fernando Rocha, do Portimonense considera-as "para dignificar o futebol", sugerindo ainda uma nova redistribuição das receitas dos direitos televisivos.

"Não está tudo em dia. O Leixões tem um atraso, que entendemos por pontual,
por falta de liquidez momentânea, mas penso que tudo será regularizado ainda
esta semana, tal como a administração já fez saber", afirmou Vítor Oliveira, director-geral do Leixões.

"Ou estão todos os clubes ou não estão nenhuns. A Académica está de consciência tranquila,
pois cumpre, com maiores ou menores dificuldades, com as suas obrigações", disse Jorge Alexandre, "vice" da "Briosa".

O presidente do Paços de Ferreira, Fernando Sequeira mostrou-se convicto de que "estas medidas vão ajudar a credibilizar" o futebol e insistiu na necessidade de haver "correcção" e "lisura de processos".

Eduardo Costa, da Oliveirense, acredita que todos os clubes, "inclusive os que se encontram
em situação delicada", estão sensíveis para mudar as regras financeiras de participação nos escalões profissionais.

"Nós partilhamos as ideias do Dr. Hermínio Loureiro e estamos perfeitamente identificados com estas medidas. O Trofense quer estar na linha da frente na defesa de um cada vez melhor e rigoroso campeonato profissional", disse o vice-presidente, Miguel Carvalho que é, também, representante do Trofense na Liga.

"Em Maio, como é apresentada a proposta, os clubes devem ter tudo liquidado, com excepção desse mês, normalmente pago em Junho, mas toda a gente se vira para o futebol, quando estas medidas deviam servir de exemplo para outros sectores", observou o presidente da Comissão Administrativa do Freamunde.

O presidente do Estrela da Amadora, com quase sete meses de salários em atraso, afirmou que estará "ao lado da medida mais acertada para os clubes", em reacção à posição da Liga.

"Não faz sentido um clube que tenha um ou dois meses de salários em atraso ser impedido de participar nas competições, pois se isso for para a frente os campeonatos vão ficar reduzidos a meia dúzia de clubes", disse António Fiúza, do gil Vicente, que concorda com parte da proposta da Direcção da Liga no sentido de apertar os critérios de admissão.

"Sem dúvida que uma margem zero aos clubes em Maio é uma medida importante para a defesa dos jogadores, como também de dirigentes e de todos os que estão numa equipa", referiu à Agência Lusa o director-geral da SAD do Estoril-Praia, Rui Amaro.

"Considero que é uma medida acertada, para combater uma situação que se vem arrastando há muito tempo", disse Isidoro Sousa, do mOlhanense

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